O RÁDIO E A VOZ

Quando criança, jogando futebol de botão, imitava os narradores, repórteres e comentaristas. E reproduzia também o barulho da torcida. Lembro-me da Copa do Mundo de 1966. Eu tinha oito anos e morava em São Sepé-RS. A Seleção Brasileira jogou apenas três partidas e foi eliminada. Meu pai, o gremista Eurides, acompanhava os jogos pela Rádio Guaíba, de Porto Alegre-RS, em um enorme aparelho Pioneer, à válvula.

Aos 10 anos, ganhei do meu tio e padrinho Julio – uruguaio e torcedor do Penãrol  – um mini gravador de rolo. Usava o microfone para gravar minhas narrações de gols no futebol de botão. Aos doze anos, a prima Nelci me presenteou com um rádio portátil Westinghouse. Época das novelas radiofônicas. Começava uma paixão pelo universo de personagens e da música.

Aos 17 anos, gravei efeitos sonoros e a narração para minha primeira peça de teatro, nos estúdios da Rádio Cruz Alta (em Cruz Alta-RS). O operador Rubismar – mais tarde meu colega de palco – perguntou se eu não tinha interesse em fazer um teste como locutor. Topei o desafio e fui aprovado. Era o início de minha trajetória profissional.

O rádio na infância foi o primeiro estímulo para exercitar a minha voz. Uma brincadeira que mais tarde se transformou em profissão. Hoje sou ator, locutor e dublador.

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