1986 – MIL E UMA HISTÓRIAS

Texto: CARLOS CARVALHO

Direção: NÉSTOR MONASTERIO

Produção: Grupo Abrindo Brecha – Ijuí-RS

ELENCO:

Carlos Becker 
Cida Mendes
Daisy Barella da Silva
Heitor Schmidt

música: Néstor Monasterio
arranjos: Letieres Leite
músicos: Letieres Leite, Dudu Trentin, Quéço
figurinos: Arno Sérgio Höerlle e Reneé El Ammar
perucas (confecção): Irene Lucchese
operação de luz: Vladinei Weschenfelder
operação de som: Marco Frota
contra-regra: Valesca da Silva
programação visual: Moisés Mendes

Bartolo (Carlos Becker), Salsicha (Cida Mendes ),  Chucrut (Heitor Schmidt)
e Meio Litro (Daisy da Silva)

Salsicha (Cida Mendes ), Sancho Pança (Heitor Schmidt), D. Quixote (Carlos Becker) e Meio litro (Daisy da Silva)
Salsicha (Cida Mendes ), Sancho Pança (Heitor Schmidt), D. Quixote (Carlos Becker) e Meio Litro (Daisy da Silva)
Sancho pança (Heitor Schmidt) e D. Quixote (Carlos Becker)
Sancho Pança (Heitor Schmidt) e D. Quixote (Carlos Becker)
Cartolo (Carlos Becker) Dalila (Daisy da Silva), Chucrut (Heitor Schmidt) e Salsicha (Cida Mendes)
Bartolo (Carlos Becker) Dalila (Daisy da Silva), Chucrut (Heitor Schmidt) e Salsicha (Cida Mendes)

CRÍTICA

UM ESPETÁCULO CATIVANTE

O Grupo de Teatro Abrindo Brecha nesta sua mais corajosa e arrojada produção, consegue efetivamente transformar o espetáculo numa grande brincadeira, que diverte crianças, jovens e também os adultos. O grupo investiu alto, deu tudo de si e apostou no próprio talento. O primeiro passo foi a contratação do jovem diretor Néstor Monasterio, que acabou se envolvendo nos mínimos detalhes da produção, acompanhando a confecção dos figurinos e adereços, além, é claro, de preparar os atores, que com ele aprenderam a cantar, a dançar, a fazer mímica e a elaborar o seu trabalho de interpretação. O resultado está esplêndido. O espetáculo cativa desde a primeira cena. O público mergulha no mundo do sonho, da imaginação e da fantasia quando a cortina se abre e o palco mostra os dois palhaços dormindo. Logo, é envolvido pela música e pela proposta “onde estás que não te vejo, sinto falta dos teus beijos, ai que dor…” O espetáculo fecha com a mesma cena, a brincadeira terminou, mas a mensagem de alegria permanece no coração das crianças.
(…)
“A essência do teatro é o circo. A essência do circo, o palhaço. O palhaço é uma criança-adulta que pode fazer o que o consciente reprime. Ele pode se divertir por nada, rir por tudo e chorar por isso. O palhaço tudo transforma, tudo molda em seu mundo direto, simples e singelo”, afirma Néstor Monasterio.
“E nossos palhaços entrarão no mundo desses duendes chamados crianças, e transformarão, como eles o fazem, pincéis em lanças, borrachas em pessoas, lápis em liteiras. E viajarão com Dom Quixote e brincarão com Romeu e Julieta”.
(…)
Os quatro palhaços – Salsicha, Bartolo, Meio Litro e Chucrut – transformam a realidade e vivem em cena os personagens que vão saindo de um grande livro de histórias e também de seus sonhos. para criar este clima, funcionam de maneira extraordinária os belos figurinos recriados e confeccionados por Reneé El Ammar, em cima da proposta de Arno Sérgio Höerlle, as perucas confeccionadas por Irene Lucchese e os maravilhosos adereços; a música, do próprio Néstor, com arranjos de Letieres Leite; a iluminação, criada por Néstor e operada por Vladinei Weschenfelder.
Para quem acompanha o trabalho do grupo Abrindo Brecha, desde Cadeiras Proibidas, passando por Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove e Bastam Dois para Dançar um Bom BoleroMil e Uma Histórias proporciona uma renovada satisfação. Transparece aqui nitidamente o novo salto de qualidade que o grupo consegue empreender, através de um melhor aproveitamento dos atores. E o responsável por isso é Néstor Monasterio. Foi a primeira experiência do grupo com um diretor que pouco conhecia de seu trabalho. E quem ganhou foi o próprio grupo, e, é claro, o público. Néstor conseguiu liberar a criatividade e as potencialidades dos quatro atores – todos realizam um excelente trabalho.
Cida Mendes está maravilhosa como Salsicha, conduzindo a narrativa com habilidade e desenvoltura. Daisy (Julieta e Cleópatra) está cativante, Carlos Becker faz um sensacional Dom Quixote, um terrível Drácula e um simpático palhaço Bartolo. Heitor Schmidt incendeia o palco com seu vibrante Nero e empolga o público com as demais interpretações de Sancho Pança, Romeu (fazendo ótima dupla de serviçais com Becker, ao lado de Dalila/Daisy), morcego e palhaço Chucrut.
Com este espetáculo, sem dúvida, o nosso Grupo de Teatro Abrindo Brecha mostra que está disposto a crescer sempre mais e se insere na linha dos grupos de frente do teatro gaúcho, que atravessa uma excelente fase.
(Regina Perondi – Jornal da Manhã – Ijuí/RS – 19.07.1986)

Cartaz e Capa do programa (By Moisés Mendes)
Cartaz e Capa do programa (By Moisés Mendes)
Programa - Miolo
Programa – Miolo

Crítica Mil e Uma

1985 – BASTAM DOIS PARA DANÇAR UM BOM BOLERO

Texto: ROBERTO BORDIN

Direção: CARLOS BECKER E HEITOR SCHMIDT

elenco
CARLOS BECKER
HEITOR SCHMIDT

participação especial:
Armgard Lutz
Branca Moellwald
Claudir Gattermann
Cleusa Biedacha
Liliane de Souza
Pedro Borges
Thales Biedacha
Valesca da Silva

contra-regra: DAISY SCHMIDT
operação de luz: CIDA MENDES
operação de som: MARCO FROTA
cartaz: MOISÉS MENDES
cenografia, figurinos e iluminação: ABRINDO BRECHA
produção: GRUPO ABRINDO BRECHA – IJUÍ- RS

Cartaz (by Moisés Mendes)
Cartaz (by Moisés Mendes)
Carlos Becker e Heitor Schmidt
Carlos Becker e Heitor Schmidt

 

Heitor Schmidt e Carlos Becker

CRÍTICA

CONQUISTANDO SUPERLATIVOS
Difícil dormir depois de assistir a uma peça como Bastam Dois para Dançar um Bom Bolero. (…)
As cenas ficam voltando, provocando inquietação, dúvida. (..)
O apelo visual – que sempre foi o forte do grupo, aliado à força dramática do texto e à extraordinária interpretação dos dois atores, Heitor Schmidt e Carlos Becker, conferem a esta montagem do Abrindo Brecha um trabalho artístico do mais alto nível. (…)
O desempenho dos dois atores impede que o desinteresse perturbe a longa narrativa, mantendo o público preso ao espetáculo, embora sob clima de constante tensão. (…)
Grupo de Teatro Abrindo Brecha de Ijuí, com mais esta extraordinária montagem, Bastam Dois para Dançar um Bom Bolero, realmente, só merece aceitar superlativos.
Vá e leve seus amigos.
(Regina Heurich Perondi – Jornal da Manhã – Ijuí/RS – 13.04.1985)

Carlos Becker

Heitor Schmidt

Programa (By Moisés Mendes)
Programa (By Moisés Mendes)
Programa - Miolo
Programa – Miolo

Crítica Bastam Dois

1984 – EU CHOVO, TU CHOVES, ELE CHOVE…

Texto: Sylvia Orthoff

Direção:
HEITOR SCHMIDT

Elenco:
APARECIDA MENDES
ARMGARD LUTZ
CARLOS BECKER
DAISY SCHMIDT
FERNANDO CASSEL
HEITOR SCHMIDT
LÍDIA ALLEBRANDT
LILIANE DE SOUZA

Pindo de Chuva (Daisy da Silva) e Ovo Bonifácio
Pingo de Chuva (Daisy da Silva) e Ovo Bonifácio
O Sol (Fernando Cassel)
O Sol (Fernando Cassel)
Chuvisco (Armgard Lutz)
Chuvisco (Armgard Lutz)
Galinha D'Angola (Heitor Schmidt) e Pingo de Chuva (Daisy da Silva)
Galinha D’Angola (Heitor Schmidt) e Pingo de Chuva (Daisy da Silva)
Tia Nuvem (Cida Mendes)
Tia Nuvem (Aparecida Mendes)
Ova de Peixe (Lídia Allebrandt) e Sereia (Liliane  de Souza)
Ova de Peixe (Lídia Allebrandt) e Sereia (Liliane de Souza)
Patrão Chuveiro (Carlos Becker) e Pingo de Chuva (Daisy da Silva)
Patrão Chuveiro (Carlos Becker) e Pingo de Chuva (Daisy da Silva)
Tia Nuvem (Aparecida Mendes), Sereia (Liliane de Souza), Pingo de Chuva (Daisy da Silva), Príncipe Elefântico (Heitor Schmidt) e Ova de Peixe (Lídia Allebrandt)
Tia Nuvem (Aparecida Mendes), Sereia (Liliane de Souza), Pingo de Chuva (Daisy da Silva), Príncipe Elefântico (Heitor Schmidt) e Ova de Peixe (Lídia Allebrandt)
A chegada do Príncipe Elefântico
A chegada do Príncipe Elefântico
O banho do Patrão Chuveiro
O banho no Patrão Chuveiro

O banho

O banho
O desmaio da Sereia
O desmaio da Sereia
No galinheiro
No galinheiro
Ova de Peixe (Lídia Allebrandt)
Ova de Peixe (Lídia Allebrandt)
Sereia (Liliane de Souza), Pingo de Chuva (Daisy da Silva e o Ovo Bonifácio
Sereia (Liliane de Souza), Pingo de Chuva (Daisy da Silva) e o Ovo Bonifácio
Pingo de Chuva (Daisy da Silva) e Ovo Bonifácio)
Pingo de Chuva (Daisy da Silva) e Ovo Bonifácio)

Sereia (Liliane de Souza)

Sereia (Liliane de Souza)

Todos

Na estrada: Jorge Pimentel (operador de som e luz)
Na estrada: Jorge Pimentel (operador de som e luz), Fernando Cassel, Liliane de Souza, Lídia Allebrandt, Aparecida Mendes, Heitor Schmidt e Daisy Barella da Silva.
Cartaz (By Moisés Mendes)
Cartaz (By Moisés Mendes)
Programa - Miolo (By Moisés Mendes)
Programa – Miolo (By Moisés Mendes)
Crítica Eu Chovo
Participação das crianças no final
Participação das crianças no final
Encontro com os pequenos
Encontro com os pequenos
Intervalo de ensaio
Intervalo de ensaio

Intervalo de Ensaio - 02

Intervalo de Ensaio - 03

1983 – CADEIRAS PROIBIDAS

Adaptação de contos de:
IGNACIO DE LOYOLA BRANDÃO

Direção:
JAVA BONAMIGO

Elenco:
CARLOS BECKER 
DAISY BARELLA DA SILVA 
HEITOR SCHMIDT 
JAVA BONAMIGO 
THALES BIEDACHA

Público

Estréia de CADEIRAS PROIBIDAS, Auditório do CEAP, Ijuí, RS (1983).

Java Bonamigo
Java Bonamigo
Carlos Becker, Java Bonamigo e Daisy da Silva
Carlos Becker, Java Bonamigo e Daisy da Silva
Carlos Becker (de costas), Java Bonamigo (com máscara), Daisy da Silva e Heitor Schmidt
Carlos Becker (de costas), Java Bonamigo (com máscara), Daisy da Silva e Heitor Schmidt
Heitor Schmidt, Daisy da Silva, Java Bonamigo e Carlos Becker
Heitor Schmidt, Daisy Barella da Silva, Java Bonamigo e Carlos Becker

Cadeiras 2

Cadeiras 1

Cadeiras 7

Elisa Becker, Claudio Geraldo Wesendonck, Daisy Barella, Heitor Schmidt, Carlos Becker,

José Luis Bonamigo e Java Bonamigo.

CRÍTICA

A montagem de estréia do Grupo Teatral Abrindo Brecha de Cadeiras Proibidas, de Ignácio de Loyola Brandão, seguramente deixa antever uma trajetória de muito sucesso para o teatro amador em Ijuí, amparada na seriedade e dedicação ao trabalho de quatro jovens que fundiram as suas energias para fazerem aquilo que gostam. E Cadeiras Proibidas realmente explodiu na quarta-feira à noite no palco do CEAP, diante de um público que lotou o auditório e aplaudiu entusiasticamente o trabalho do novo grupo, demonstrando ao mesmo tempo satisfação, perplexidade e alegria em sentir que Ijuí tem teatro. O importante é que o grupo escolheu para estréia um texto consistente, levado de forma ambiciosa para o palco, e apresentou uma verdadeira lição de teatro, explorando de forma bonita e bem marca a expressão corporal e os recursos de voz dos quatro atores. A direção coletiva mereceu os aplausos pelo ritmo em que se desenvolveu o espetáculo. Destaque especial para o experiente Java Bonamigo na concepção dos cenários e José Bonamigo na sonoplastia. A iluminação, simples e de muito efeito, esteve a cargo de Cláudio Geraldo Wesendonck. A bela e envolvente música de Astor Piazzolla contribuiu para o perfeito clima de absurdo do espetáculo, que, segundo o professor de Literatura Brasileira, Alberi Maffi, foi uma transposição fiel do texto de Loyola. O espetáculo abre de forma inquietadora e densa: sem palavras. Os quatro atores, apenas vestindo calções e maiô negros se agitam lentamente no palco rindo, grunhindo e andando de quatro. O desafio e a inquietação assim lançados ao público, cativaram a atenção para o desenrolar da peça, que mostra através de diversas cenas e personagens “a visão dos extremos a que pode chegar o homem diante dos absurdos impostos pelo cotidiano”. A vontade de tirar um pedaço da memória, o incrível diálogo do homem consigo mesmo pelo telefone, o recenseamento geral, a inspeção de rotina para verificar a existência das cadeiras proibidas (excelente) culminam com um tragicômico jantar a luz de velas em que justamente o cotidiano sentar para comer leva o homem à extrapolação de seus mais abjetos instintos. Excelente o trabalho de Daisy, Heitor, Java e do estreante Becker. No programa impresso distribuído à entrada, dizem os atores: “Nosso primeiro trabalho chega ao palco graças à força dessa gente inquieta que se espreme por aí, repartindo sonhos de ver Ijuí reconhecida também pela sua arte. O espetáculo que apresentamos é o retrato sem retoque desse nosso dia-a-a-dia alucinado. Nós vamos continuar… ABRINDO BRECHA.” Por favor, continuem!
(Regina Heurich Perondi – JORNAL DA MANHÃ, Ijuí-RS, 22 de janeiro de 1983)
Crítica Cadeiras proibidas
Cartaz (By Moisés Mendes)
Cartaz (By Moisés Mendes)
Capa Programa (By Moisés Mendes)
Capa Programa (By Moisés Mendes)
Programa 01 - Miolo
Programa 01 – Miolo
Programa 01 - Miolo
Programa 02 – Miolo
Cartaz de estreia de Cadeiras Proibidas: foi pintado com pincel atômico no verso de formulários contínuos.
Cartaz de estreia de Cadeiras Proibidas: pintado com pincel atômico no verso de formulários contínuos.
Panfleto
Panfleto
Autorização do autor
Autorização do autor

 

 

Preparação para pegar a estrada - Ijuí - RS
Preparação para pegar a estrada – Ijuí – RS (Jorge Pimentel, Marco Frota, Carlos Becker, Cleusa Biedacha, Francisco Möellwald,  Cida Mendes, Branca Möellwald e Thales Biedacha)